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terça-feira, 29 de setembro de 2009

CEARÁ TEM APENAS UM ATERRO SANITÁRIO

Mais dois aterros estão com licenças ambientais avançadas. Assim como o de Caucaia, serão feitos por meio de consórcios

Com um total de 184 municípios, o Estado do Ceará possui, hoje, 236 lixões e um aterro sanitário, localizado em Caucaia. Mais dois estão em fase de execução - na Região do Cariri e no Complexo Trairi-Paraípaba-Paracuru. Mesmo assim, a situação é considerada grave pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), que ainda percebe um despreparo por parte dos gestores municipais, no sentido de se adequarem às normas ambientais para o manejo e destino final do lixo.
Esse assunto foi discutido, ontem, durante a abertura do I Seminário Cearense sobre Resíduos Sólidos, que se encerra hoje, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). O evento, uma iniciativa do Instituto de Desenvolvimento de Consórcios (IDC), tem como objetivo viabilizar formas de construção de aterros sanitários por meio de parcerias com prefeituras, órgãos ambientais e iniciativa privada.
No Ceará, o consórcio mais célebre foi que uniu Fortaleza e Caucaia, através da construção do Aterro Sanitário Metropolitano Oeste de Caucaia, em 1998, quando o lixão do Jangurussu, já esgotado em sua capacidade de absorção e causando graves danos ambientais, como a contaminação do solo e da água pelo chorume, passou a ser uma estação de transbordo, favorecendo a reciclagem do lixo.
EM CAUCAIA
Asmoc já está no limite
Uma montanha de lixo. Essa era a paisagem visualizada por quem passava pela Avenida Perimetral, nas proximidades do Jangurussu. O lixão perdurou até o fim da década de 90, quando se resolveu destinar os resíduos sólidos de Fortaleza para o município de Caucaia, na Região Metropolitana, com o uso do Aterro Sanitário Metropolitano Oeste de Caucaia (Asmoc).
O Asmoc está com mais de 60% da sua capacidade ocupada e tem prazo de vida útil com segurança previsto para 2010. A ampliação do aterro de Caucaia parece ser a melhor solução para atender à demanda crescente de lixo da Capital cearense, de acordo com Raimundo Costa.

Para o aterro de Caucaia são levados os resíduos de Fortaleza e daquele município. O local possui uma área de 123 hectares, dos quais 78 são destinados a aberturas de células (grandes valas) para a acomodação dos resíduos.

O restante do espaço é usado para os outros trabalho e também para uma área de preservação ambiental que deve ser mantida de acordo com a legislação. Com a expansão prevista, a área passará a contar com 315 hectares, o que estenderá o seu funcionamento por mais dez anos, expirando em 2020.
Fonte: Diário do Nordeste

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